Sintomas físicos de depressão são somados à tristeza

 

Sintomas físicos de depressão são somados à tristeza.

Além da tristeza profunda o indivíduo depressivo pode apresentar vários sintomas físicos.

Distúrbios do sono

A depressão é uma doença em que ocorrem desequilíbrios químicos dos neurotransmissores, os mensageiros químicos, responsáveis por transportar as informações pela rede de neurônios de nosso cérebro – incluindo as sensações de prazer, serenidade, disposição e bem estar. A depressão afetará neurotransmissores como serotonina, dopamina, noradrenalina e melatonina. O desequilíbrio químico pode alterar funções do organismo e as consequências são os sintomas: tristeza, apatia, falta de motivação, dificuldade de concentração, pessimismo, insegurança e muitos outros. Além dos sintomas psicológicos existe um grupo de sintomas de depressão que interferem na nossa saúde física. Veja algumas sensações físicas que podem acompanhar o quadro depressivo.

A pessoa dorme demais, buscando no sono uma fuga do problemas, ou não consegue dormir, por não conseguir se desligar dos problemas. Em ambos os casos, o resultado é um sono de má qualidade. O indivíduo não se recupera o suficiente para as atividades que deve exercer, o que explica a piora do rendimento e da produtividade.

Agitação e inquietude

Problemas de sono ou outros sintomas de depressão podem fazer com o indivíduo se sinta agitado ou inquieto.

Dores de cabeça

Estudos mostram que pessoas com depressão têm três vezes mais chances de ter enxaqueca, e pessoas com enxaqueca têm cinco vezes mais chances de ficar deprimidas.

Dor no peito

Pode ser um sinal de problemas cardíacos, pulmonares ou estomacais. Às vezes, porém, é um sintoma de depressão. A depressão também pode aumentar o risco de doença cardíaca. Além disso, as pessoas que tiveram ataques cardíacos são mais propensas a ficar deprimidas.

Músculos, articulações doloridos, dor nas costas, nuca, ombros e no corpo.

A depressão também pode levar à dor, porque as duas condições compartilham mensageiros químicos no cérebro. As pessoas que estão deprimidas têm três vezes mais chances de ter dores regulares. Pessoas que estão deprimidas podem ter mais chances de ter dores intensas e incapacitantes no pescoço ou nas costas. O depressivo fica constantemente em estado de alerta, ansioso, nervoso e isso se reflete em tensão na musculatura, principalmente da nuca e ombros.  Pacientes com depressão muitas vezes se queixam de dores generalizadas e persistentes no corpo todo, principalmente nas costas e peito. Os sintomas de fadiga e cansaço próprios do quadro depressivo acabam comprometendo uma postura adequada quando o indivíduo tenta realizar suas atividades diárias, piorando a sensação de tensão e dores musculares. Sedentarismo e a falta de atividades físicas podem tornar o quadro ainda mais intenso.

Outros sintomas físicos de depressão

Fadiga e Exaustão

Se você se sente tão cansado que não tem energia para as tarefas cotidianas – mesmo quando dorme ou descansa muito – isso pode ser um sinal de que você está deprimido. Depressão e fadiga juntos tendem a fazer ambas as condições piorarem. A falta da produção adequada da serotonina, noradrenalina e dopamina gera uma fraqueza muito grande. O resultado são sintomas como fraqueza, cansaço, falta de ânimo e falta de iniciativa para executar atividades.

Problemas digestivos

Nossos cérebros e sistemas digestivos estão fortemente conectados, e é por isso que muitos de nós temos dores de estômago ou náusea quando estamos estressados ou preocupados. A depressão pode causar náusea, indigestão, diarréia ou constipação. A dor gastrointestinal é comum em depressivos. Muitas vezes há ocorrência da síndrome do intestino irritável, que causa dores abdominais, flatulência e mudanças do hábito intestinal. Pacientes podem chegar ao gastroenterologista com esses sintomas e, após vários exames clínicos, são diagnosticados como de fundo emocional.

Mudanças no apetite ou peso

Algumas pessoas sentem menos fome quando ficam deprimidas. Outros não conseguem parar de comer. O resultado pode ser ganho ou perda de peso, juntamente com falta de energia. A depressão tem sido associada a distúrbios alimentares como bulimia, anorexia ou compulsão alimentar. Quadros de anorexia e bulimia são diferentes de depressão, e como tal devem ser tratados separadamente. Há casos em que o paciente já diagnosticado com transtornos alimentares desenvolve um quadro depressivo, mas não se sabe quais são os gatilhos para essa relação. Portanto, é necessário prestar atenção tanto nas mudanças de apetite do paciente com suspeita de depressão quanto em sinais depressivos nas pessoas que já tratam transtornos alimentares.

Problemas sexuais

Depressivos podem perder o interesse pelo sexo. Alguns remédios controlados que tratam a depressão também podem tirar sua energia e afetar o desempenho.

Imunidade baixa

A depressão leva o indivíduo à fraqueza – ele não se sente bem fisicamente e mentalmente. Isso pode, de maneira indireta, interferir na imunidade. Ocorre uma liberação descontrolada de hormônios quando não estamos bem emocionalmente, afetando as células de defesa. Além disso, a tristeza e falta de iniciativa para realizar atividades pode fazer com que o paciente não tome os devidos cuidados com a saúde, adotando comportamentos de risco como ingestão excessiva de álcool, tabagismo, uso de drogas, má alimentação e sedentarismo – todos fatores que interferem diretamente na imunidade, deixando o indivíduo mais vulnerável a infecções oportunistas, como gripes, resfriados e herpes.

Qual a solução para os sintomas físicos de depressão?

Uma delas é o exercício físico. Pesquisas sugerem que, se você fizer exercícios regularmente, mesmo caminhadas, libera substâncias químicas em seu cérebro que fazem você se sentir bem, melhora seu humor e reduz sua sensibilidade à dor. Embora a atividade física por si só não cure a depressão, ela pode ajudar a aliviá-la a longo prazo.

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